quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Balanço das Olimpíadas Londres 2012


Vamos ao meu parecer das Olimpíadas de Londres 2012. Começando pela abertura e pelo encerramento, gostei de ambos, conseguiram prender a atenção do público, claro passando por alguns momentos cansativos, mas acredito que toda cerimônia olímpica seja assim. Vai ser difícil o Brasil fazer mais bonito. Mas acredito que o país tenha recursos (material) e profissionais competentes para fazer uma boa apresentação. Só espero que não seja focada só no Rio de Janeiro, porque apesar das olimpíadas serem lá eles estarão representando o Brasil.

Atuação do Brasil: Confesso que apesar do Brasil ter batido o recorde de medalhas 17 (3 ouro; 5 prata; 9 bronze) eu só fiquei feliz com duas medalhas de ouro da Judoca Sarah Menezes e do ginasta Arthur Zanetti. Eles foram lá e mostraram tudo o que sabem, sem muita pretensão, claro que todos os atletas vão com a idéia de ganhar uma medalha. No caso do Brasil na maioria dos atletas essa idéia (medalha) é em vão porque sabe que as chances são praticamente nulas.

Os dois atletas mostraram que a garra e a determinação podem te levar ao lugar mais alto do pódio, e gravar seu nome na história (e assim fizeram). O único problema disso é que agora começa a cobrança por outras medalhas, novas conquistas, etc., etc., e se eles não tiverem um bom psicológico, uma boa cabeça isso pode atrapalhar muito a carreira deles.

Muitos atletas brasileiros já passaram por isso, e quando não conquistaram a medalha foram chamados de fracassados, ou até de decepção olímpica, foi caso de Diego Hypolito, Daiane dos Santos também da ginástica artística, que chegaram como favoritos e não levaram nada.

Decepção para mim, somente três: Larissa e Juliana, Alisson e Emanuel, Futebol masculino e Cesar Cielo.

Larissa e Juliana e Alisson e Emanuel porque chegaram como favoritos foram bem em quase toda competição, mas na hora da decisão não conseguiram agüentar o tranco e deixaram se superar pelos adversários.


Futebol masculino, não porque chegou como favorito, mas sim pelo desempenho, principalmente na ultima partida que lhe deixou em segundo lugar, no qual levaram um gol as 30 segundos e não conseguiram superar isso até o final. Sem falar que chegaram a Londres dizendo que iriam calar a boca de muitos (rsrs – desculpe a ironia). Não acredito que a culpa foi de Mano Menezes e sim do conjunto.


César Cielo, porque entrou somente em duas provas de natação (100 m e 50 m), chegou como favorito nas duas e só consegui o bronze nos 50 metros. E ainda não competiu no revezamento 4x100m. Após a medalha ele declarou que em 2016 vai só nadar os 50 metros.


Ficou na mesma Vôlei Masculino que chegou a Londres desacreditado, sem favoritismo e conseguiram arrancar uma medalha de prata. Claro que não posso falar que fiquei decepcionada com a final no levou uma virada da Rússia, um feito que me lembrou muito a seleção de vôlei feminino de 2004 em Atenas onde também contra a Rússia a equipe deixou escapar 7 match points, levando também uma virada e que teve sabor pior ainda: o quarto lugar, sem medalhas.


 
Volei Feminino, chegou como favorito, por ter sido campeã nas últimas Olimpíadas de Pequim, teve um começou meio preocupante, e porque não dizer, angustiante e nervoso, dependeu de outros resultados para chegar a segunda fase, mas depois alavancou e mostrou sua capacidade, destaque para Dani Lins, Jaqueline e Thaisa.


Robert Scheidt e Bruno Prada que chegaram com grandes chances para uma medalha e assim o fez. Robert nunca deixou de ganhar uma medalha nas 5 Olimpíadas que competiu (Ouro- Atlanta 1996, classe Laser ; Prata - Sidney 2000 (Laser); Ouro - Atenas 2004 (Laser); Prata - Pequim 2008 (Star)).

Ao contrário das Olimpíadas de Pequim, onde as mulheres tiveram grande destaque, este ano foi bem mais equilibrado.

Veja os ganhadores das Medalhas
Ouro (3 medalhas)

Sarah Menezes no judô, na categoria até 48 kg
Arthur Zanetti beija nas argolas (ginástica artística)
Seleção Feminina de Vôlei

Prata (5 medalhas)


Thiago Pereira nos 400 m medley (natação)
Esquiva Falcão na categoria até 75 kg (boxe)
Alison e Emanuel no vôlei de praia
Equipe Masculina de Futebol
Seleção Masculina de vôlei

Bronze (9 medalhas)


Felipe Kitadai na categoria até 60 kg (judô)
Mayra Aguiar na categoria até 78kg (judô)
Rafael Silva na categoria acima de 100 kg (judô)
Adriana Araújo na categoria até 60 kg (boxe)
Yamaguchi Falcão na categoria até 81 Kg (boxe)
Cesar Cielo nos 50 m livre (natação)
Larissa e Juliana no vôlei de praia
Robert Scheidt e Bruno Prada na classe Star (vela)
Yane Marques no pentatlo moderno

sexta-feira, 27 de julho de 2012

No ritmo das Olimpíadas

Foi dada a largada para os Jogos Olímpicos 2012 Londres, mas isso para muitos não importam. Apesar dos Jogos Olímpicos estão influenciados pela tecnologia. O sucesso de um atleta não depende só de talento natural ou treinamento, mais sim das melhorias que são projetados por meio da tecnologia e da ciência. Mas para todo o avanço, toda a capacidade de usar a pressão de monitores e dispositivos de monitoramento e câmeras para fazer melhorias invisíveis a olho nu, a beleza dos jogos está em outro lugar, ou melhor, visto com outros olhos.

Na hora exata em que um corredor cruza a linha em primeiro lugar, ou o ginasta faz uma aterrissagem perfeita, ou ainda no momento em que um nadador toca na borda e conquista ouro, o espectador insaciável não está nem pensando em como eles trabalharam para conseguir um centésimo de segundo mais rápido, ou porque o ângulo de seu corpo lhes permitiu fazê-lo. Eles querem a vitória, a glória e patriotismo, a excitação e euforia. Na verdade eles querem ver seu país na melhor colocação possível no quadro de medalha, esquecendo-se de quanto os atletas suaram e treinaram agüentando dores as vezes insuportáveis para chegar até ali.

Apesar do texto difícil hoje o post do “Antena do Esporte” vai ser um pouco diferente e um pouco romântico por assim dizer. Vou mostrar fotos com estilo olímpico e com um toque de romantismo...

As fotos são de Joanna Kustra; Maquiagem de Marcin Kulak e os modelos são Nadia K, Joanna P. Radek Kruczek.

O estilo adotado por Marcin Kulak não está centrada em torno de esporte e sim em torno de um mix de moda moderno com um toque da Grécia antiga, no qual atletas olímpicos são retratados como vencedores e ao mesmo tempo deuses.

Só uma pergunta no qual fiquei intrigada, e vocês vão concordar comigo após verem as fotos: “Por que só o modelo masculino aparece nu?”. Ele poderia muito bem aparecer vestido... não que isso me incomode, até faz bem.... Agora as mulheres leitoras agora vão ao deliro (colírio para meus olhos).

Mas você quer se divertir, não deixe de ver meu outro blog que mostram fotos fofas também no estilo olímpico: http://sorriasempresempre.blogspot.com.br

Clique nas fotos para ampiá-las:














quinta-feira, 5 de julho de 2012

Uma vitória merecida: coração preto e branco


Tite numa momento de muita emoção após a vitória do Corinthians

Ontem milhões de pessoas pararam em frente a TV. Era dia de futebol. Não, não era jogo da Copa do Mundo. Era o jogo do século. De um lado a equipe brasileira Corinthians, que há 35 anos buscava este título. Do outro a equipe argentina Boca Juniors, seis vezes campeão deste torneio. Do lado do Corinthians 30  milhões  de  torcedores,  do  outro  lado  160 milhões  de anti-corintianos.

Mas não adiantou, porque a equipe com mais raça, grupo e união levou a melhor. Um campeão invicto (foram oito vitórias e seis empates), fazendo 22 gols e levando somente 4, isso que é campanha, isso é ter o verdadeiro sabor da vitória.


 
O jogo
O jogo começou morno, mas apreensivo e com muita catimba argentina. Mesmo assim a Fiel torcida estava do lado da equipe.

Mas Aos 8 minutos, Emerson fez explodir o Pacaembu. Em cobrança de falta de Alex, Jorge Henrique cabeço mesmo sem direção chegando até Danilo, que de calcanhar passou para o atacante que matou no peito e bateu: 1 a 0. Com este resultado a equipe corinthiana já se sagrava campeã. E aos 27 minutos, o Corinthians sacramentou o placar, Schiavi errou passe e deixou a bola para Emerson, que arrancou, ganhou de Caruzzo na corrida e tocou na saída do goleiro Sosa.

Saldo final o Corinthians teve 64% de posse de bola contra 56% do rival, dois gols, uma mestre (Tite) um herói (Emerson), mais 10 guerreiros (Cássio, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo Alex e Jorge Henrique) é uma só voz: É campeão.


 
A noite de ontem terminou em preto e branco... Sim...CORINTHIANS é campeão da Libertadores... calando a boca de muita gente.... não importa quanto tempo demorou, o importante é o primeiro passo. Este foi a primeiro de muitos que ainda virão. Também não importa quanto títulos sua equipe já tem, o importante é feito, é a marca, é a vitória. E o saber que os rivais não poderão mais encher a boca e falar que o Corinthians não é campeão sul-americano. Agora, somos campeões INVICTOS e pronto.

O Boca não resistiu a disciplina do Timão que fez uma campanha perfeita, quase impecável não perdendo nenhuma partida. O Corinthians foi o time que buscou o título com mais seriedade e determinação na Libertadores e foi, sem sombra de dúvidas, o grupo que mais quis esse título; o que mais valorizou esta conquista. O grupo em que as individualidades mais se renderam-se ao coletivo com uma meta: a TAÇA. Foi grupo mais destinado e disciplinado em termos táticos e técnicos. Ou melhor foi o GRUPO.


Mas como toda alegria uma tristeza, não falo dos rivais que secaram (sem poder algum) o Timão, a equipe corinthiana não chegará completa ao mundial: o time terá uma baixa...Leandro Castan, deixará a equipe, porque na próxima temporada ele defenderá o Roma. E outros nomes já estão sendo cobiçados por equipes europeus.

Mas agora é hora de comemorar, e pelo menos até o ano que vem os rivais (seca-timão) vão ter que engolir CORINTHIANS CAMPEÃO DA LIBERTADORES.




terça-feira, 3 de julho de 2012

Fúria Vermelha


Domingo dia 01 de julho, começo de um novo mês. E que tal começar este mês com uma vitória. Foi isso que a Espanha fez, começo o novo semestre massacrando a Itália na final da Eurocopa.


A Espanha que vem deixando seu nome na história do futebol, campeãs das últimas duas Eurocopas e só para não perder o costume conquistou a Copa do Mundo no meio delas.

Uma grande final aonde se esperava ver futebol dos dois lados, mas a Fúria vermelha não deixou a equipe italiana jogar. Poucas e raras bolas com perigo chegaram até o gol espanhol, defendido por Iker Casillas considerado o segundo melhor goleiro da competição, perdendo por ironia para Gianluigi Buffon, da Itália, que amargou 4 gols na final.

O time dos espanhóis se mostraram mais unido, mesmo tendo feito uma semi-final contra a equipe de Portugal de igual para igual, para muitos esta deveria ser a final, mas por obras do destino isso não aconteceu.

E mais uma ironia ainda existe na final da Eurocopa 2012: dos 14 jogadores espanhóis que jogaram na decisão contra a Itália, somente quatro deles não atuaram na última temporada pelo Barcelona ou pelo Real Madrid. Quer mais uma ironia: foram precisamente esses quatro atletas que marcaram gol no estádio Olímpico de Kiev e deram o título da Eurocopa 2012 a equipe espanhola: David Silva que joga no Manchester City, Jordi Alba que atua no Valencia, mas já foi contratado pelo Barça para a próxima temporada; e Fernando Torres e Juan Mata que jogam pelo Chelsea.

Independente destas ironias, a Espanha conseguiu um feito inédito marcar quatro gols numa final da Eurocopa, mostrou que não é uma equipe de uma só temporada, mostra força de um grande time. Acho que o Brasil deveria se espelhar neles, e claro tomar muito cuidado para os próximos torneios (Copa das Confederações e Copa do Mundo).


 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Dias das Bruxas no GE

Oi Gente
Bom primeiro preciso me desculpar, critiquei tantos as mídias por darem pouca cobertura para os jogos Pan-Americanos e fiz o mesmo... mas eu não sou mídia né.... vou tentar fazer uma matéria com um balancete dos jogos e postar aqui, aliás minha irmã disse que tinha que ter colocado todos os dias algo, nem que fosse o quadro de medalhas... mas realmente não deu, correria total.
Enfim vamos ao assunto de hoje. Como todos sabem sou formada em Jornalismo, com pós-graduação em Jornalismo Esportivo, a cada dia que passo percebo que o o mundo do JE (Jornalismo Esportivo) deixou de ser só notícias totalmente voltadas ao tema, o verdadeiro jornalismo vem invadindo aos meios esportivos, deixando cada vez mais informativo.
Admiro muito o trabalho de alguns profissionais da área, e posso dizer que sou grande fã do bom jornalismo esportivo, e por enquanto não existe nenhum que chegue aos pés da Globo, com perdão das outras emissoras, pelo menos na TV. A Globo tem os melhores profissionais distribuidos em seus programas, tanto na TV Aberta, como na TV fechada.
E juntando os dois assuntos e não poderia deixar de postar o vídeo o GE (Globo Esporte), aonde Tiago Leifert e Caio Ribeiro, deram um show hoje, juntando o esporte com o "Dia das Bruxas".  Desde que os dois começaram a dividir, por assim dizer, a apresentação do GE, deram um banho de talento, com um novo conceito de jornalismo, confesso que no começo eu achei estranho, muitos erros, mas que agora não existem mais.
Parabéns aos dois e também a sua produção. Você não assistiu o programa, não fique triste, abaixo segue o vídeo do programa:

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O Pan-Americano começou


Começou o Pananericano e poucas pessoas sabem disso. Isso tudo porque a Rede Record comprou os direitos de transmissão e não repassou para ninguém o direito de imagem. No meu ponto de vista uma burrice poderia ter repassado para alguns canais fechados, mesmo que fossem dos correntes, por que existem várias modalidades acontecendo ao mesmo tempo e com certeza ela não conseguirá transmitir tudo, sem falar que ela não deixar de passar sua programação normal que dá audiência, diminuindo ainda mais os horários disponíveis para a cobertura do evento.


Segundo ela repassando, por assim dizer os direitos, todos os canais seriam obrigados a falar que era um direito cedido pela emissora, assim ganharia propaganda gratuita, sem contar que eles poderiam lucrar cobrando certo valor das mesmas.

Deixando um pouco o fato do monopólio da emissora, temos que falar que ela é muito imatura neste segmento, mesmo se esforçando não consegue atingir patamares de outras emissoras. A contradições das informações dadas durante uma transmissão são enormes. Vou citar um exemplo, ontem durante a modalidade de ginástica rítmica que diziam ser ao vivo, mas na internet já havia foto da equipe brasileira ganhadora da medalha de ouro. Voltando, durante esta exibição o locutor, que não sei informar se era o Mauricio Torres ou Alvaro Jose, dizia que o Brasil se ganhasse a medalha de outro conseguiria um feito inédito para a modalidade, eu estranhei, porque me lembrava que no Pan do Rio de Janeiro a equipe brasileira havia ganho a medalha, mas pensei que eu havia me equivocado. Depois enquanto aguardavam a “suposta nota” o comentarista se corrigiu falando que elas seriam tetracampeãs (o que de fato esta correto), voltando a ganhar a medalha perdida no Pan anterior (neste caso Rio). E só depois quando já estavam no pódio recebendo “supostamente” as medalhas que a informação venho correta. Será é preciso que alguém os corrija para passarem as informações corretas? Sem falar nos comentaristas, como por exemplo, Virna Dias (vôlei) e Fernando Scherer, o Xuxa (natação), que não tinham dados para comentarem e davam comentários sem muito nexo, e olha que admiro muito estas duas figuras esportivas, que arrasavam no esporte.


Sem falar que sinto a falta de preparo dos próprios profissionais da emissoras, repórteres que estão tentando quebrar as regras e protocolos do evento para conseguir entrevistas exclusivas. Uma câmera colocado no dormitório, por assim dizer, dos esportistas para que eles acompanhem o evento e torçam pelos seus conterrâneos, e largam um microfone na mãos dos mesmos, para que eles falem o que bem entendam, isso sem falar e existe falha no som que quase sempre falha. Muitos outras coisas que prefiro não comentar, porque que estou jornalismo esportivo ou mesmo para quem sempre acompanha chega ser grotesco.

Sem falar no monopólio da emissora, podemos falar também um pouco na mídia escrita, bom vou falar especificamente do jornal que costumo ler “Folha de S.Paulo”, que também não está dando muito destaque ao Pan de Guadalajara. Me lembro que no Pan do Rio, está certo que era no Brasil, mas venho um jornal especial do evento. E neste mal se dá as informações necessárias.

Para uma pessoa igual a mim que adora esporte temos que recorrer a “santa” internet para obtermos mais informações sobre quais esportes estão ou estarão competindo, quais os atletas que participarão. Bom, enfim para as pessoas que não tem acesso a internet, poucos com certeza estão sabendo que está ocorrendo este evento. Autoridades esportivas se liguem para não cometerem os mesmos erros no futuro.

Agora vou falar de uma coisa que me chamou atenção no Pan e que achei muito criativo, em todos os pódios, os vencedores (1º, 2º e 3º) além de ganharem suas respectivas medalhas ganham também um boneco do mascote do evento. Que na verdade são três. E que para voltar no assunto acima citado, não ganharam destaque na cobertura do evento.

Então conheça eles:

Gavo é uma agave, espécie de cacto, planta bem comum na América Central e usada na produção de tequila. O personagem é apaixonado pelo México e pelo futebol, adora as áreas verdes e quer conquistar todos que forem ao México pelo Pan.


Leo é um leão mexicano e faz referência ao brasão de armas da cidade de Guadalajara, que tem dois leões. O personagem diz que todo bom “tapatio”, o apelido dos moradores de Guadalajara, gosta de boxe.

Huichi é um cervo que nasceu na região de Talpa, mas seu coração preserva as tradições do povo indígena Huichól (também conhecido como Wixáritari), que vive na região de Jalisco, estado em que está localizada Guadalajara. A tribos dos Huichól cultuam o fogo, os cervos e demais elementos da natureza.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Levantando a Taça


Ontem mais uma vez a seleção brasileira entrou em campo no estádio do Mangueirão, Pará. Estava em disputa o título do SuperClássico, quem vencesse levava o troféu para casa. Com uma mudança na regra, válida por oito anos, agora pode-se chamar jogadores que joguem no país ou no país adversário, ou seja, jogadores que atuem no Brasil e na Argentina. A seleção dos “hermanos” foi favorecida, pois não existe nenhum brasileiro atuando no país argentino, já os jogadores argentinos tem de rodo aqui no Brasil, só para este jogo foram convocados quatro jogadores atuantes no território brasileiro.


Uma torcida entusiasmada, vibrante, confiante. E confesso que somente em estádios que recebem pouco a seleção brasileira, que a lotação poderia ser a máxima e o calor humano tão contagiante. Se fosse em estádios de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerai ou Bahia com certeza a lotação não seria a mesma. O público foi um espetáculo a parte, cantou o hino, vibrou, gritou, xingou o juiz e tudo isso parece ter refletido nos jogadores. O público foi ao estádio com gosto de vitória e isso aconteceu.

Um time bem mais empolgado do que no primeiro jogo, apresentou belas jogadas e conseguiu manter o povo acordado diante da televisão. Claro que no segundo tempo bem mais do que no primeiro. Enfim surgiram talentos individuais e também coletivos. Parece que Mano Menezes acordou e colocou estrelas para jogar, ou será que foram o jogadores que acordaram dispostos a disputar uma vaga na seleção nos próximos jogos e principalmente da Copa das Confederações do ano que vem.

Não importa, não foi uma atuação brilhante, mas boa e o suficiente para vencer os argentinos, que cá entre nós não tiveram em nenhum dos jogos uma atuação condizente com as que se esperamos dos “hermanos”.


Destaque para Lucas, que finalmente saiu do banco direto para o estrelato, brilhou como nunca, e deixou muito concorrente com medo de perder o lugar. Lucas fez uma atuação digna de seleção brasileira, e com certeza irá ser convocados muitas vezes, assim esperamos.

Cortês, que não é o da novela (brega, mas eu tinha que fazer o trocadilho) que participou ativamente do jogo inteiro, com bons passes, ótimas roubadas de bola, sem contar que podemos dizer que ele meio autor dos dois gols, pois dos pés dele que saíram as jogadas que terminaram na rede.

Ronaldinho Gaúcho, que foi super bem marcado mesmo assim conseguiu mostrar o futebol que já o elegeu com o melhor j do mundo, e que conseguiu distrair os adversários, deixando os outros jogadores livres para chegarem até o gol, ou pelo menos perto dele.

Borges, que não é a toa que é o artilheiro do campeonato brasileiro, mostrou agilidade, mas só pecou na pontaria, ou melhor na falta dela. As poucas bolas que chegaram até seus pés não conseguiram chegar ao endereço certo, o fundo das redes. Foi um bom substituto de Leandro Damião e com certeza irá causar dúvidas na cabeça do técnico.

E até Neymar teve uma boa atuação, mas que ainda continua com a mania de cair. E poderia ter feito mais gols se não tivesse esse mania. Foi um pouco fominha querendo driblar todos e chegar ao gol, com isso perdeu muitas bolas e oportunidades.


 
Isso Mano Menezes, pode aplaudir os meninos da seleção fizeram uma boa atuação, muito aquém do que se esperam de uma equipe brasileira, mas com treino se chega lá.

Será que não está na hora do futebol se inspirar no vôlei e manter sempre uma mesma equipe pelo menos em quatro ou cinco jogos, além de treinos, que para mim deviam ficar concentrados e treinando pelo menos 10 dias antes de jogos, para se conseguir um entrosamento entre os jogadores, mesmo que em alguns jogos eles atuem mal? Toda seleção, jogador, técnico tem altos e baixos, o segredo é não desistir. Eu acho que este é o caminho, vocês não acham?


 
De qualquer forma parabéns a Seleção pela vitória, e pode levantar a taça. E como dizem todos os torcedores, comentaristas, narradores “ Ver a seleção ganhando é muito bom, mas ver a mesma ganhando da Argentina é melhor ainda”.

Gol Lucas (Brasil 1 X 0 Argentina)


Gol Neymar (Brasil 2 X 0 Argentina)